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Resenha: Espada de Vidro

Ano passado resenhei A Rainha Vermelha, que foi um livro que gostei muito, com tramas e traições que caíram bem na história.

ESPADA_DE_VIDROSe sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter. Fonte

Para quem não se lembra:

A história conta como pessoas que tem sangue vermelho são governadas (=escravizadas) por aqueles cujo sangue é prateado e esse mesmo sangue lhes dá poderes inimagináveis. Até então, os vermelhos eram indefesos. Até que Mare Bare descobre que, mesmo sendo vermelha de nascimento, possui poderes de um prateado. Tendo sido descoberta pela Corte, ela é obrigada a fingir ter sangue prateado para garantir que a ira do rei não recaia sobre sua família. Na corte, porém, ela começa a participar de um plano rebelde com a ajuda do príncipe Maven, porém o coração de Mare pode ser seu principal inimigo, quando ela tem olhos para o príncipe Cal.

Essa resenha contém SPOILERS de A Rainha Vermelha (tentei evitar, mas não deu).

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Resenha: Achados e Perdidos

Stephen King não para de escrever – e isso é ótimo. Seus livros mais recentes fazem parte da Trilogia Bill Hodges (sim, King tem um detetive agora!), que aliás ele já finalizou e o último livro lançou esse mês pela Suma de Letras (alguém me diz como o King consegue escrever tanto, gente! Espera, eu já sei, porque li Sobre a escritamas que ele é uma máquina, isso ele é!). Como estou um pouco atrasada nas leituras, só recentemente terminei de ler o segundo livro, Achados e Perdidos, e é dele que quero falar aqui. Com uma narrativa ágil, personagens incrivelmente reais e uma trama de tirar o fôlego, Stephen King conseguiu de novo escrever uma obra-prima, consagrando de vez sua série policial, que começou com Mr. Mercedes (resenha aqui).

Aviso: essa resenha pode ter alguns spoilers de Mr. Mercedes, primeiro livro da série.

achadosperdidos““— Acorde, gênio.”

Assim King começa a história de Morris Bellamy. O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo. Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado. Quando Morris é solto da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.” Fonte

Essa merda não quer dizer merda nenhuma.




Resenha: As mil noites

as-mil-noitesClássico da literatura universal, as histórias de As mil e uma noites estão no imaginário de todos — do Oriente ao Ocidente. É impossível que alguém nunca tenha ouvido falar sobre Ali Babá e seus quarenta ladrões, ou sobre Aladim e o gênio da lâmpada. Ou sobre Sherazade, a mulher sagaz e inteligente que se casou com um homem cruel, e, por mil e uma noites, driblou a morte narrando contos de amor e ódio, medo e paixão, capazes de dobrar até mesmo um rei. Em As mil noites, a história se repete, mas com algumas diferenças…
Quando Lo-Melkhiin chega àquela aldeia — após ter matado trezentas noivas —, a garota sabe que o rei desejará desposar a menina mais bela: sua irmã. Desesperada para salvar a irmã da morte certa, ela faz de tudo para ser levada para o palácio em seu lugar. A corte de Lo-Melkhiin é um local perigoso e cheio de beleza: intricadas estátuas com olhos assombrados habitam os jardins e fios da mais fina seda são usados para tecer vestidos elegantes. Mas a morte está à espreita, e ela olha para tudo como se fosse a última vez. Porém, uma estranha magia parece fluir entre a garota e o rei, e noite após noite Lo-Melkhiin vai até seu quarto para ouvir suas histórias; e dia após dia, ela continua viva.
Encontrando poder nas histórias que conta todas as noites, suas palavras parecem ganhar vida própria. Coisas pequenas, a princípio: um vestido de seu lar, uma visão de sua irmã. Logo, ela sonha com uma magia muito mais terrível, poderosa o suficiente para salvar um rei…

Eu estava procurando um livro diferente para ler. Eu adoro romances, mas às vezes as histórias parecem serem muito semelhantes – inclusive os problemas são iguais. Por isso, fiquei muito curiosa quando li a sinopse de “As mil noites” porque ele parecia ser exatamente um livro diferente. E ele não me decepcionou: eu posso dizer que eu nunca li um livro como esse.

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Resenha: Sou fã! E agora?

sou-faUm livro para fã nenhum botar defeito!

Fã que é fã adora conversar, discutir, interagir. Mas nem sempre temos por perto um amigo tão fanático quanto a gente para desabafar. Foi pensando nisso que Frini Georgakopoulos, uma fã de carteirinha, escreveu este livro: um manual de sobrevivência voltado para quem é apaixonado por livros, filmes, séries de TV…
Com uma linguagem rápida e divertida, Sou fã! E agora? é uma mistura de artigos breves e atividades interativas que convidam a refletir sobre os motivos para curtirmos tanto as histórias, além de ajudar a descobrir o que fazer com todo esse amor: criar seu próprio cosplay, escrever uma fanfic, organizar um evento, começar um blog ou canal e muito mais!

Não tem como não começar essa resenha sem falar da autora – porque mais do que nunca, ela realmente representa a alma do seu livro. “Sou fã!E agora?”, como o título já sugere, nos leva ao mundo de ser fã e eu já era fã de Frini Georgakopoulos desde muito antes desse livro ser escrito.

A Frini foi uma das pioneiras na realização de grandes eventos para fãs de livros aqui no Rio de Janeiro. Eu a conheci no Potter Rio 3, que se eu não estou enganada, aconteceu logo antes do lançamento do sexto livro da série Harry Potter (façam as contas e descubram quantos anos atrás, eu tenho medo de descobrir). Eu adorei o evento, foi muito divertido e eu nunca me esqueci de uma palestra que ela fez sobre o Harry. Na época, todo mundo ficava falando sobre como o Harry era chato (por causa da sua fase de adolescente rebelde em Harry Potter e a Ordem da Fênix) e ela fez praticamente um estudo sobre o personagem. Eu não me lembro exatamente o que ela disse, mas o sentimento permanece até hoje. Ela agora é a responsável pelos Clube do Livro da Saraiva aqui no Rio, e eu já perdi as contas de quantos outros eventos de editoras ou fã clubes que ela já participou e/ou organizou. Mas não importava sobre o que ela estava falando, ela sempre demonstrava o que era ser fã. Ser fã é não ter vergonha, é gostar de carteirinha daquele livro/série/filme. É não ligar para o que os outros falam, é sofrer por causa de um triângulo amoroso, é gostar tanto de um personagem que ele parece até ser real.

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Resenha: O menino no alto da montanha

Sabe aquele momento que você está bloqueado? Nada está bom, nenhuma leitura progride, por mais que o livro não seja ruim, o problema é você. Bem, eu estava assim. E o que melhor para sair de uma vibe ruim dessas do que um dos seus autores favoritos? John Boyne nunca desaponta. Esse homem tem o dom de deixar cada história que toca perfeita. E em O menino no alto da montanha, ele conseguiu criar uma obra-prima tão marcante quanto seu livro mais conhecido, O menino do pijama listrado. Perturbador e inesquecível, é impossível não devorar esse livro, mesmo na pior ressaca literária.

meninoaltomontanha“Quando Pierrot fica órfão, precisa ir embora de sua casa em Paris para começar uma nova vida com sua tia Beatrix, governanta de um casarão no topo das montanhas alemãs. Mas essa não é uma época qualquer: estamos em 1935, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E esse não é um casarão qualquer, mas a casa de Adolf Hitler. Logo Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Hitlerista. O novo mundo que se abre ao garoto é cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição. E pode ser que Pierrot nunca consiga escapar.” Fonte

Acha que podemos ser crianças de novo?

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