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Resenha: Daqui pra baixo

Ficha técnica:

Nome: Daqui pra baixo

Autor: Jason Reynolds

Tradutor: Ana Guadalupe

Páginas: 320

Editora: Intrínseca

Will perdeu o irmão para a violência. Agora, precisa enfrentar sua realidade e descobrir se a vingança é capaz de aplacar sua dor.

Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora.

Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra Baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência.

A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.

Originalmente escrito em prosa, depois em verso, Daqui Pra Baixo faz a emoção — a confusão, a revolta, o medo — de um garoto armado que sai para vingar o irmão crescer também no peito de quem lê. Um livro impossível de ignorar.

Eu recebi um exemplar digital desse livro logo após o assassinato de George Floyd, mas só consegui ler posteriormente. Achei interessante trazer essa resenha no dia de hoje, em que se celebra o Dia da Consciência Negra, pois as cenas se repetem – e não só uma vez, isso é realidade. Vivemos atualmente em uma cultura de ódio absurda, onde os negros ainda são humilhados, mortos, simplesmente por serem como são.

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Resenha: Um Poema para Bárbara

UM_POEMA_PARA_BARBARA__1426023178439952SK1426023178BUm poema para Bárbara – Eram meados de 1776 em São João Del Rei, Minas Gerais, quando o novo ouvidor da comarca chegou à cidade vindo de Portugal. As solteiras compareceram ao sarau preparado para recepcioná-lo, e estavam todas muito entusiasmadas com o bom partido para casar, mas não Bárbara Eliodora, justamente a moça pela qual o jovem magistrado José Inácio de Alvarenga Peixoto encantou-se. Ela estava mais interessada em escrever seus poemas e em pensar sobre suas ideias um tanto avançadas para a época. Aos poucos, porém, o convívio fez brotar uma intensa paixão, e o casal descobriu ter muito mais em comum do que imaginava. Ambos poetas (ela, a primeira mulher do país), iniciaram juntos uma vida pautada em amor e sonhos de um país livre e justo, que culminou com a Inconfidência Mineira. Deixaram um legado de sangue e lutas, mas também de ideais, versos e heroísmo, que marca até hoje a história do Brasil.

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Meu autor de cabeceira: Vinícius de Moraes

Esse ano de 2013 foi marcado por alguns centenários de autores ilustres, inclusive o poetinha, Vinícius de Moraes (19 de outubro de 1913 — 9 de julho de 1980). Embora seu aniversário tenha sido em outubro, acho válido falar dele ainda agora – na verdade, é válido falar dele em qualquer época, mas vamos tirar proveito do seu centenário e cantar parabéns atrasado ao poetinha.

Vinicius-de-Moraes (1)Eu não sei quanto a vocês, mas é difícil falar sobre Vinícius, primeiro porque é muito difícil falar de alguém que nós admiramos, ainda mais alguém com uma história tão vasta quanto Vinícius.

Vendo seu histórico no site oficial, ouso dizer que ele viveu plenamente. Sério.

“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural”. (Carlos Drummond de Andrade)

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A Cuca Recomenda: Tesão

“Esqueça a ordem poética da sedução neste livro de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube. Porque os contos e poemas eróticos de Tesão conduzem o leitor a um mundo sem limites, sem preconceitos. A uma atmosfera enigmática que instiga a imaginação e desperta o desejo por uma aventura que entorpece o corpo. Carne, sexo, violência e força – o encontro de dois animais num confronto vital pela continuação da existência. O primitivo, o condenável, o que os outros não têm coragem de levar adiante por medo do pecado e do julgamento divino. Um prazer que assassinou a culpa, depois cuspiu o sangue no chão.” Fonte

A Cuca hoje tá “sapekenha”, gente! Recebi Tesão da nossa parceira Belas Letras, o novo livro do autor e compositor Tico Santa Cruz, do grupo Detonautas Roque Clube, essa semana e li em UMA NOITE! Sério, gente, o livro foi viciante. Acho que demorei apenas umas duas horinhas para ler. Você não consegue parar. ‘Bora lá saber o que achei desse livro erótico e poético?

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