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Resenha: Até que a culpa nos separe

Já conhecia Liane Moriarty há algum tempo, quando li o ótimo O Segredo do Meu Marido (resenha aqui), por isso achei maravilhoso quando a Intrínseca enviou para nós dois títulos: a nova edição de Pequenas Grandes Mentiras e o lançamento Até que a culpa nos separe. Pode parecer diferente, mas preferi começar pelo segundo, ainda não li o livro mais famoso da autora (calma, ele será o próximo). Mas é que Até que a culpa nos separe me deixou bastante curiosa e, de fato, é um livro com o toque da autora, dramas de vidas, de casais, de mulheres, porém, é mais que isso, a obra possui também uma pitada de suspense deliciosa – outro toque da autora.

“Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes.
Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas – não daquele dia, mas da vida inteira.
Em Até Que a Culpa Nos Separe, Liane Moriarty mostra como a culpa é capaz de expor as fragilidades que existem mesmo nos relacionamentos estáveis, como as palavras podem ser mais poderosas que as ações e como dificilmente percebemos, antes que seja tarde demais, que nossa vida comum era, na realidade, extraordinária.” Fonte

É uma coisa preciosa.




A Cuca Recomenda: Prisioneiras

Tenho um grande interesse pelo tema carcerário, especialmente quando se trata de prisões femininas. Portanto, quando a Companhia das Letras lançou Prisioneiras, de Drauzio Varella, fiquei muito curiosa. Não-ficção não costuma participar da minha zona de conforto, mas o que seríamos de nós, leitores, se não a abandonássemos de quando em quando em nossas leituras? Já conhecia o prestigioso médico, claro, mas nunca havia lido nada dele; sua narrativa envolvente, bem-estruturada e emocionante foi uma grata surpresa e transformou Prisioneiras em uma das minhas melhores leituras de 2017.

prisioneiras“O trabalho de Drauzio Varella como médico voluntário em penitenciárias começou em 1989, na extinta Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Os anos de clínica e as histórias dos presos, dos funcionários e da própria cadeia seriam retratados nos aclamados livros Estação Carandiru (1999) e Carcereiros (2014). Em 2017, Drauzio encerra sua trilogia literária sobre o sistema carcerário brasileiro com Prisioneiras. Alçando as mulheres encarceradas a protagonistas, o médico rememora os últimos onze anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, que abriga mais de duas mil detentas. São histórias de mulheres que não raro entram para o crime por conta de seus parceiros inclusive tentando levar drogas aos companheiros nas penitenciárias masculinas em dias de visita , porém que são esquecidas quando estão atrás das grades. As famílias conseguem tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. No ambiente carcerário feminino, há elementos comuns às penitenciárias masculinas. Assim como no Carandiru, um código de leis não escrito rege as prisioneiras; o Primeiro Comando da Capital (PCC) está presente e mostra sua força através das mulheres que integram a facção; e a relação entre aquelas que habitam as cadeias não é menos complexa. As casas de detenção femininas, no entanto, guardam suas particularidades diferenças às quais o médico paulistano dedica atenção especial em sua narrativa. Desde a dinâmica dos atendimentos e a escassez de visitas até os relacionamentos entre as presas, fica nítido que a realidade das prisões escapa ao imaginário de quem vive fora delas. Prisioneiras é um relato franco, sem julgamentos morais, que não perde o senso crítico em relação às mazelas da sociedade brasileira. Nesse encerramento de ciclo, Drauzio Varella reafirma seu talento de escritor do cotidiano, retratando sua experiência e a vida dessas mulheres com a mesma disposição, coragem e sensibilidade que empreendeu ao iniciar seu trabalho nas prisões há quase três décadas.” Fonte

Sou médio, não juiz, condição que me coloca em plano de observação privilegiado. Escuto histórias da infância, relatos de desencontros, paixões, vinganças, perversidades, sofrimentos e humilhações que jamais suspeitei existir fora dos livros. A todo momento me surpreendo com a riqueza e a diversidade do universo feminino.




Resenha: A Prisão do Rei

A Prisão do ReiMare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.

Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta. fonte

Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores, mas nada que interfira em sua leitura.

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Resenha: Biblioteca de Almas

A série de Ransom Riggs me conquistou. Muito mais que belas edições da Intrínseca, esses livros possuem uma história emocionante, com personagens sólidos, complexos, únicos, que nos levam em uma viagem fantástica pela história. Desde o primeiro livro, O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (resenha aqui), passeando entre o passado remoto ou nosso passado recente – como a Segunda Guerra Mundial, chegando até nosso presente, com sua tecnologia e alienação, somos convidados a conhecer o mundo dos peculiares, que nos são apresentados de maneira tão natural que chegamos a acreditar que eles realmente existem. E será que não?

Em Biblioteca de Almas, o autor conclui a série de forma brilhante, em uma aventura de tirar o fôlego. Talvez eu tenha achado o segundo livro – Cidade dos Etéreos (resenha aqui) – melhor? Talvez. Mas isso não tira o brilho desse encerramento, uma viagem incrível e inesquecível.

Cuidado: essa resenha pode conter spoilers dos volumes anteriores da série.

bibliotecaalmas“Biblioteca de Almas é o último volume da celebrada trilogia iniciada com O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada.
Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas. Tal como os volumes anteriores da série, Biblioteca de Almas une fantasia, aventura e sombrias fotografias de época para criar uma experiência de leitura única.” Fonte

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Resenha: O Bazar dos Sonhos Ruins

Stephen King é um escritor brilhante. Apesar de ser consagrado como um grande romancista – e  não tenho dúvida da qualidade de seus romances -, ele é, para mim, ainda melhor como contista. É nas histórias curtas que ele mostra um terror puro e visceral, condensado, verdadeiramente assombroso em cada palavra. As suas obras que me meteram mais medo e que lembro com arrepios até hoje foram contos, como “O bicho-papão”, “O Nevoeiro”, “Ex-Fumantes Ltda” e “1408”.

Por isso, quando vejo uma nova coletânea sua, já fico à flor da pele. Não foi diferente, é claro, com seu mais recente lançamento do gênero, que saiu pela Suma de Letras por aqui no Brasil como O Bazar dos Sonhos Ruins. Como na maioria das coletâneas do King, há contos bons e contos não tão bons, e ainda contos excelentes, excepcionais, que fazem o livro inteiro valer a pena.

bazar“Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas.
Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo… Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em “Obituários”, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes; ou o velho juiz em “A duna”, que ainda criança descobre uma pequena ilha onde nomes surgem misteriosamente na areia – nome de pessoas que logo morrem em acidentes bizarros.
Incríveis, sinistros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.” Fonte

Todas as coisas servem à Torre.

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