Posts com a tag ‘terror’


A Cuca Recomenda em Outras Páginas: Ida e Volta

“Atenção! Verifique onde estão bolsas e mochilas antes de entrar nestas páginas. E claro, não ultrapasse a faixa amarela.

Duas histórias em quadrinhos ambientadas no metrô da cidade de São Paulo. Uma delas é uma ficção científica maluca sobre um vórtex temporal dentro de um vagão; a outra é uma história real que, de tão cheia de reviravoltas, mais parece que foi totalmente inventada.” Fonte

Adquiri esse quadrinho no Anime Friends 2014, no estande da Editora Draco, apesar dessa HQ não ser da editora. Ela é fruto de uma parceria entre o blog Contraversão e o estúdio Café Nanquim, um grupo independente de produção de quadrinhos. O Raphael Fernandes, o roteirista da HQ, no entanto, já produziu alguns quadrinhos pela Draco também, como a Imaginários em Quadrinhos Volume 1 e Volume 2.

O que me atraiu logo de cara por essa HQ foi o design dela: achei fantástico tanto a capa quanto o formato serem de um bilhete de metrô, um tanto sujo e manchado, como se tivesse sido manuseado muitas vezes (ou tivesse ficado guardado na carteira; e não é isso que acontece com bilhetes de metrô?). A segunda coisa que me chamou atenção foi o título Ida e Volta, fazendo uma alusão tanto à ideia do metrô – idas e vindas – quanto da própria ideia da HQ, que conta duas histórias, a “ida” sendo uma história verídica e a “volta” uma ficção.

Cuidado com o vão entre o trem e a plataforma.




Resenha: Nosferatu

Já fazia um bom tempo que eu queria conhecer – conhecer de verdade – a escrita de Joe Hill. Meu único contato com um texto dele, antes desse livro, foi com o conto “A Tribo” (leia a resenha), escrito em parceria com Stephen King e, justamente por ser algo em co-autoria, fora impossível determinar ali algo sobre Hill. O Felipe aqui do blog já leu dois livros dele e delirou (aliás, ele tá devendo resenha!), então quando a Editora Arqueiro lançou Nosferatu, percebi que não podia perder essa oportunidade. Respirei fundo e mergulhei no universo de Hill nesse livrão de 624 páginas. Mas e aí?

“Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.” Fonte

A fantasia era sempre uma realidade esperando ser ativada, só isso.




Resenha: O Último Passageiro

Sabem quando alguém te pergunta sobre um livro e você nem sabe por onde começar a falar? Pois é, esse é o caso de O Último Passageiro, de Manel Loureiro. Quando a Planeta lançou o livro eu logo quis ler: já estou há um tempão ensaiando para ler Apocalipse Z – O Princípio do Fim, também do mesmo autor, que é um livro recomendadíssimo por várias pessoas que confio. Pois bem, um livro do mesmo autor, de terror também, tiro certeiro, certo? Só que não. Eu quero dizer um monte de motivos pelos quais eu detestei esse livro, mas são tantos, que nem sei por onde começar.

“Agosto de 1939. Um enorme transatlântico chamado Valkirie aparece vazio e à deriva no Oceano Atlântico. Um velho navio cargueiro o encontra e decide rebocá-lo até o porto, mas não sem antes descobrir que nele há um bebê de poucos meses… e algo mais que ninguém é capaz de identificar. Por volta de setenta anos depois, um estranho homem de negócios decide restaurar o misterioso transatlântico e repetir, passo a passo, a última viagem do Valkirie. A bordo, presa em uma realidade angustiante, a jornalista Kate Kilroy busca uma boa história para contar. Mas acabará descobrindo que somente sua inteligência e sua capacidade de amar podem evitar que o transatlântico pague novamente um preço sinistro durante o percurso. Inquietante. Enigmático. Viciante. Bem-vindo ao Valkirie. Você não poderá desembarcar…mesmo se quiser.” Fonte

Porque esse navio está amaldiçoado. Devora a alma das pessoas e depois a cospe transformada em algo escuro.




Resenha: Boneca de Ossos

Boneca de Ossos é o primeiro livro do selo #Irado da Novo Conceito. Ele chegou em um envelope super caprichado, trazendo uma proposta mais irreverente, divertida e leve da editora. De cara já gostei do capricho da edição, que ainda é em brochura (os livros que vieram depois desse são em capa dura já), mas que traz ilustrações e um formato que chama a atenção do público infantil/adolescente, que é a faixa etária do selo. Confesso que não estava esperando muito desse livro e me surpreendi. Delicioso, divertido, com um toque sombrio, Boneca de Ossos me fez virar criança de novo. Esse livro é uma deliciosa brincadeira, mas que vem acompanhada com o gostinho doce e amargo do crescimento.

“Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo…” Fonte

Odeio o fato de que vocês vão me deixar para trás. Odeio o fato de todo mundo chamar isto de crescer, mas parece que é morrer.




Resenha: Os Três

Não sei porque, mas a primeira vez que vi esse livro ele não me interessou. Acho que foi a sinopse, por algum motivo idiota eu fiquei com a impressão de que era um livro de zumbis (e não, NÃO É!). Mas aí eu li a resenha da Mari, do S2Ler… e pensei, bem, agora eu tenho que ler. Devo dizer que eu não sabia o que estava perdendo. Esse livro é fantástico. Chegou a me dar aquele arrepio na espinha que tenho – e adoro – quando leio livros do Stephen King. Não é à toa que tem uma recomendação dele na contracapa.

“Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.” Fonte

(…) desde então aprendi que o sofrimento e o horror são contagiosos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...