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Resenha: Cujo

Como resistir a um livro do Stephen King? Para mim, isso não existe. Se um livro dele cai na minha mão, eu leio. Ah, e eu tenho uma pequena biblioteca dele aqui em casa – ainda não lida – para quando livros novos não aparecem (o que é difícil) e então eu vou lá e escolho mais um para ler. Enfim, o fato é que quando a Suma de Letras republicou Cujo nessa nova edição – capa dura linda! -, ficou mesmo impossível resistir. E eu ainda não tinha lido Cujo, só assistido à adaptação (aliás, de longe, o livro é mil vezes melhor, detestei o filme). Mergulhei de cabeça no livro e foi uma jornada tensa, assustadora e maravilhosa – prepare-se para seu coração em pedaços.

cujo-stephenking“Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto. Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.” Fonte

De repente, Cujo emergiu da névoa.




Resenha: Último Turno

Terminei de ler esse livro há quase duas semanas, mas demorei para vir aqui resenhá-lo. Por quê? Porque fazer isso é definitivamente se despedir de mais uma série maravilhosa. E não é qualquer série. É uma série brilhante do Stephen King.

E não havia melhor maneira de finalizar a trilogia do detetive Bill Hodges que com Último Turno, esse livro perfeito que você não vai esquecer.

Essa resenha pode conter spoilers dos dois livros anteriores. Leia a resenha de Mr. Mercedes e de Achados e Perdidos.

ultimoturno“Brady Hartsfield, o diabólico Assassino do Mercedes, está há cinco anos em estado vegetativo em uma clínica de traumatismo cerebral. Segundo os médicos, qualquer coisa perto de uma recuperação completa é improvável. Mas sob o olhar fixo e a imobilidade, Brady está acordado, e possui agora poderes capazes de criar o caos sem que sequer precise deixar a cama de hospital. O detetive aposentado Bill Hodges agora trabalha em uma agência de investigação com Holly Gibney, a mulher que desferiu o golpe em Brady. Quando os dois são chamados a uma cena de suicídio que tem ligação com o Massacre do Mercedes, logo se veem envolvidos no que pode ser seu caso mais perigoso até então. Brady está de volta e, desta vez, não planeja se vingar apenas de seus inimigos, mas atingir toda uma cidade.

Em Último turno, Stephen King leva a trilogia a uma conclusão sublime e aterrorizante, combinando a narrativa policial de Mr. Mercedes e Achados e perdidos com o suspense sobrenatural que é sua marca registrada.” Fonte

Aquilo sim era poder.




Resenha: Achados e Perdidos

Stephen King não para de escrever – e isso é ótimo. Seus livros mais recentes fazem parte da Trilogia Bill Hodges (sim, King tem um detetive agora!), que aliás ele já finalizou e o último livro lançou esse mês pela Suma de Letras (alguém me diz como o King consegue escrever tanto, gente! Espera, eu já sei, porque li Sobre a escritamas que ele é uma máquina, isso ele é!). Como estou um pouco atrasada nas leituras, só recentemente terminei de ler o segundo livro, Achados e Perdidos, e é dele que quero falar aqui. Com uma narrativa ágil, personagens incrivelmente reais e uma trama de tirar o fôlego, Stephen King conseguiu de novo escrever uma obra-prima, consagrando de vez sua série policial, que começou com Mr. Mercedes (resenha aqui).

Aviso: essa resenha pode ter alguns spoilers de Mr. Mercedes, primeiro livro da série.

achadosperdidos““— Acorde, gênio.”

Assim King começa a história de Morris Bellamy. O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo. Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado. Quando Morris é solto da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.” Fonte

Essa merda não quer dizer merda nenhuma.




Resenha: Loney

LONEY_1463498816584992SK1463498816BQuando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.
O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.
Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês. (Fonte)

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Resenha: O Quarto Dia

Sarah Lotz foi uma autora que certamente me conquistou com seu livro Os Três (resenha aqui). Portanto, fiquei cheia de expectativa para ler Os Quatro que, não, não é uma continuação direta do outro livro, mas sim, cita algumas coisas e se passa no mesmo universo, o que é extremamente excitante. Agora, a pergunta de ouro: Os Quatro atinge as expectativas? A resposta é sim. Você não vai esquecer esse cruzeiro tão cedo.

oquartodia“Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis…
Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica… se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro.
As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis.
Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.” Fonte

Feliz Ano Novo. Só que não.

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