Terça Livre: Oh, que saudades que tenho…

“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”
(Meus oito anos – Casimiro de Abreu)

Eu resolvi começar esse post com o trecho introdutório e mais famoso do poema de Casimiro de Abreu porque esses dias eu estou mesmo tendo essa saudade dos tempos em que não precisava me preocupar com boletos chegando e era uma época em que eu vivia naquela bolha da infância que ficava imitando os heróis super sentai da TV (eu queria ser a Changeman Mermaid), e assistindo o “Xou da Xuxa”.

Claro que tinha uma programação macabra, com desenhos tipo Cavalo de Fogo (eu odiaaaavaaa com todas as forças), mas vamos deixar isso de lado, por enquanto rs.

Enfim, não que eu tivesse bananeiras ou laranjais para curtir uma tarde fagueira, mas tudo bem. Minha infância não foi daquelas tristes e tudo o mais. Tive uma educação mais conservadora (= não brincava muito na rua com amiguinhos), mas era uma época boa, com a imaginação correndo solta, sempre inventando estar em universos diferentes e em aventuras diferentes. Mesmo quando minha mãe me ensinava a tabuada e contas de divisão por dois e três números (gente, que sofrimento). Em tempo: minha mãe tem uma velocidade de raciocínio matemático que me assusta até hoje.

A gente lembrar da infância dá saudade, mas também pode gerar um certo desconforto, sabe?

Tem muita coisa que, quando se olha para trás, a gente sente falta, ou sente que poderia ter feito tudo diferente, coisas que nos arrependemos de fazer. Não é errado pensar nisso, mas sei também que não é certo focar apenas nisso. O passado já foi, não tem como voltar atrás. Pedidos de desculpas são válidos, mas não apagam por completo o estrago feito. A gente aprende esse tipo de coisa do pior jeito, seja pedindo perdão ou perdoando (ou tentando perdoar).

Mas agora, bola pra frente. Focar no que tem pra hoje, porque o amanhã é de Deus. E sempre agradecer, por mais difícil que seja.

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  • Ana Caroline disse:

    Olá!

    Com certeza sentimos saudade de nossa infância, amadurecemos e com o tempo as responsabilidades vem tudo à tona de uma vez só.
    Realmente tem coisas que eu mudaria e que sinto saudade, mas fazer o que, né?! Tudo faz parte de um ciclo da vida…

  • Dilma Faria Terra disse:

    A infância foi a melhor época da minha vida.

  • Ana Paula Medeiros disse:

    Impossível não sentir saudade da melhor e mais pura fase da nossa vida. Víamos o mundo com olhos ingênuos, alheios à qualquer tipo de maldade humana. É disso que tenho mais saudade! Me emocionei com sua declaração, e concordo que não devemos nos deter apenas às lembranças, mas focar em ser melhores no agora.
    P.S. Esse poema é divino!

  • Luna disse:

    Este mês estou muito sensível, pensando em diversas coisas e como é difícil lidar com a vida adulta. Aí seu post acabou me emocionando, porque me levou ao passado… me fazendo pensar em tudo o que sinto falta.

    Também não tive uma infância muito livre. Embora conseguisse dar um jeito de brincar com minhas amigas (eu tinha muitas amigas e elas eram muito importantes na minha vida), era frequente ter que discutir com minha mãe para conseguir estar com elas. Nós brincávamos de tantas coisas: pique-pega, amarelinha, queimado… Brincávamos que éramos atrizes, cantoras, que éramos nossos personagens preferidos das novelas e dos desenhos. Imaginação não faltava. Mas sabe do que sinto mais falta? Da minha avó. Das tardes que passava sentada com ela, tomando chocolate quente enquanto assistíamos nossas novelas mexicanas. Ela se foi quando eu ainda tinha sete anos. É dela de quem sinto mais falta.

    O passado não volta nunca. Então, às vezes é muito triste recordar. O melhor é viver o presente e deixar o futuro nas mãos de Deus, como você mesma disse.

  • Dayhara disse:

    Olá, que post mais bonito e reflexivo! Realmente, saudades da época que boletos e demais preocupaçoes nem passavam pela minha cabeça, parece que isso foi a tanto tempo haha em todo caso, naquele período existiam problemas também, precisamos apreender e aceitar que a vida é um ciclo.

  • Camila de Moraes disse:

    Olá!
    Eu adorei sua postagem.
    A vida passa voando e passamos um tempo querendo fazer 15 anos, depois 18 anos, agora que já passei dos 30 penso como foi rápido, parece que de 20 anos pra 30 foi um pulo.
    Saber olhar pra todos os lados e aprender com nossos erros é importante, mas com o tempo temos que saber não errar tanto para evitar deixar alguém triste com nossas palavras. É importante demais torcer e ajudar o próximo e principalmente demonstrar afeto ainda mais nesse mundo tão louco e corrido de hoje.

    Ahh eu também odiava Cavalo de Fogo hahaha

    Beijos!

  • Pollyanna Assis Campos disse:

    Olá, tudo bom?
    Como não olhar para o passado com saudosismo as vezes, não é mesmo? Eu tenho lembranças muito lindas e muito felizes de minha infância e delas lembro com muita saudade e com alegria.
    No entanto, também tenho essas lembranças de coisas que queria ter feito diferente e estas são meio que sombras que as vezes voltam e com essas costumo me policiar muito para não viver remoendo e deixar de viver o presente. É como você mesma disse, bola para frente ♥ rs
    Beijos!

  • Antonia Isadora de Araújo Rodrigues disse:

    Olá Lucy!!!
    A infância é sempre bom lembrar, pois é o momento nosso de maior inocência e que temos as lembranças mais gostosas.
    Eu adorei o texto e isso me fez pensar em algumas coisinhas da minha infância, mas o tempo passa e a gente cresce e estamos aqui então vida que segue.

    lereliterario.blogspot.com

  • Fabiana Pereira disse:

    Oi!
    Suas palavras realmente me tocaram. Também bateu aquela saudades em que não haviam tantas preocupações. Minha semana foi cheia de estresse e o que eu mais queria é voltar naquela epoca da infancia.
    Penso iguala você, não adianta ficar remoendo coisas do passado. Essa nostalgia é legal, mas temos que focar no agora.
    Abraços

    FLeituras

  • Bianca disse:

    Olá
    Aí que delícia esse texto, amo minha infância, e por mais que as vezes falamos que queríamos voltar ao passado e mudar algumas coisas, será que se tivéssemos mesmo essa oportunidade mudariamos algo? Nossos erros, falhas, ganhos e tudo que carregamos é o que nos torna quem somos hoje. Em relação a infância eu queria muito que minha filha aproveitasse o que eu aproveitei poder brincar com os coleguinhas na rua, mas hoje é tudo muito complicado.

  • Mairton Salvattore disse:

    Olá,
    ai eu tenho saudades de tantas coisas, correr para chegar em casa depois da escola e assistir Digimon. Ficar na frente da tv almoçando e torcendo para começar Pokemon no programa da Eliana e ainda finalizar vendo novelas mexicanas com minha mãe..rs. Quantas lembranças boas temos neh?

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