Terça Livre: Uma reflexão sobre a vida

Existe um fenômeno na medicina que a ciência nunca conseguiu explicar e por isso talvez seja um dos maiores mistérios até hoje: o efeito placebo. Nele, o simples fato de administrarmos um remédio feito de farinha em um paciente (que não sabe que o medicamento é falso) faz com que ele melhore os sintomas. Não precisa levar realmente a cura, porém tem um melhora observável. Mas ué, farinha? Pois é. Se é um poder do nosso cérebro, a força do pensamento positivo, uma entidade superior ou qualquer outra coisa não sabemos. A única coisa que temos certeza é que ele existe e já foi demonstrado várias vezes.

Vocês devem ter notado que eu ando um pouco sumida aqui do blog desde o início do ano. Acho que ainda não postei na Terça livre, fiz poucas resenhas… Pois é, eu fiz meio que um “efeito placebo” na minha vida pessoal e que deu muito certo (tudo bem, não deu certo para o meu tempo no blog e nas leituras, mas acho que agora consegui alcançar um equilíbrio e não ficarei mais sumida daqui!)

Mas… Como assim?

2018 foi um ano muito difícil para mim. Okay, nada de terrivelmente grave aconteceu e eu tive que escutar de uma pessoa que “mas você está reclamando de barriga cheia”. Eu acho impressionante como que as pessoas te julgam sem estar na sua mente. Sem saber o que você pensa. A questão é que eu estava mal, eu me sentia mal e todo o cenário do Brasil só ainda me deixou pior.

Então, em dezembro eu senti que para 2019 as coisas tinham que ser diferentes. Eu não poderia continuar daquela forma. Bom, eu não poderia mudar o mundo mas eu poderia mudar o MEU mundo. E por isso eu prometi que no ano novo que começava eu seria uma pessoa muito mais positiva. O copo não estava metade vazio, o copo estava metade cheio. Além disso, existiam algumas características minhas que me incomodavam demais. E essa era a minha principal meta: mudar. Tentar ser a melhor pessoa que eu posso. Eu sei que essa é uma meta bastante complicada porque é claro que ninguém consegue fazer isso todos os dias do ano. Mas cada dia é uma vitória. Eu também comecei a fazer uma lista de gratidão no meu bullet journal. Cada dia anoto uma coisa para agradecer. Podem ser as coisas mais bobas do mundo, tipo “bolo de chocolate”. Mas é muito gostoso depois reler e lembrar das coisas boas que aconteceram porque sim, é muito mais fácil lembrar das ruins. Esse foi o meu “placebo”: o pensamento motivo e a vontade de mudar. Se eu saberia se isso daria certo? Pfft, nenhuma certeza.

Nunca conseguirei saber se foi coincidência ou não, mas em janeiro já recebi uma notícia maravilhosa. Estamos em março e estou cansada demais mas estou me sentindo muito melhor. Continuo a minha luta diária e o motivo para escrever essa coluna foi para deixar um recado para vocês: o túnel pode estar escuro mas tem uma saída. Seja você pegando a lâmpada ou com a ajuda de alguém (não é nada vergonhoso pedir ajuda profissional, PROCUREM AJUDA SEMPRE), sempre existe uma solução. E, principalmente para as mulheres que estão lendo esse post (aliás Feliz “Dia Internacional da Mulher” atrasado), AMEM-SE. A sociedade impõe 10 mil regras, mas nós temos que simplesmente ignorá-las porque elas só servem para nos empurrar mais ainda para o escuro. Nós somos maravilhosas, nunca deixem que nos digam o contrário.

O que eu tirei dessa experiência é que pensamentos positivos traz realmente coisas positivas. Se é um “efeito placebo” ou não é outra história. A única coisa que eu tenho certeza é que “pensamento positivo mas com os pés no chão” vai ser o meu lema para 2019.

 

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  • Larissa Zorzenone disse:

    Oi querida
    Gostei muito do seu post. O efeito placebo também me confunde, mas funciona. Eu acredito que quando mandamos coisas boas pro universo, coisas boas acontecem a nossa volta. Também faço a gratidão diária no meu Bullet Journal e é um dos exercícios mais incríveis que existe. Recomendo pra todo mundo.

    Vidas em Preto e Branco

  • No Conforto dos Livros disse:

    Olá!! 🙂

    Enfim, acho otimo que tenhas partilhado estas informações e experiências connosco.

    Ciência para uns, mistérios para outros, a verdade é que o placebo tem produzido os seus resultados… 😛

    Boas leituras!! 😉
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

  • Beatriz Andrade disse:

    Adorei a reflexão no seu post. Gostei da ideia de anotar coisas para agradecer, por mais simples ou bobas que possam parecer, preciso praticar isso. Meu pai trabalha em farmácia há anos (mais que minha vida kkkkk) e sempre me falou sobre os placebos, toda vez que vou comprar um remédio indicado por um balconista como mais barato, só compro se for genérico (e tem que ter o G na caixa) se não for eu não compro porque é placebo kkkk

  • Marijleite disse:

    Amei seu post! O cérebro é algo incrível, vide o efeito placebo dos medicamentos, e mudarmos o nosso jeito de ver e de interagir com o mundo já pode mesmo fazer uma grande diferença em nossas vidas.

  • Joanice oliveira disse:

    Olá

    Acho que tudo é questão de perspectiva.
    Você começou a se avaliar e pensou numa forma de modificar isso e resultou em agradecer por aquilo que lhe deixa feliz e isso foi aliviando sua carga emocional e psicológica e melhorou sua convivência com o mundo.

    Fico feliz por você e espero que continue assim.

    Beijos

  • lilian farias disse:

    O pensamento que estimula nossa autoestima não é necessariamente efeito placebo, mas gostei muito do texto, o amor se tornou nossa ferramente de revolução, de mudar o mundo. Curiosamente, conversava isso com algumas companheiras esta semana, desde a chegada do portugueses, somos ensinadas a nos odiar e isso fica na memória celular.

  • Michelle disse:

    Olá adorei o texto, eu acredito mesmo que quando pensamos positivos coisas positivas atraímos isso já vivi por experiência!

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