Top Ten Tuesday – 10 Livros que Me Fizeram Chorar

Está bem, está bem. Esse não é o tema correto dessa semana. Na verdade eu deveria estar escrevendo sobre os 10 Blogs não literários que eu acompanho, mas se esse fosse o caso tudo o que vocês teriam aqui hoje seria um “cri cri cri”. Eu não acompanho blogs não relacionados à literatura. Às vezes é difícil até mesmo acompanhar nossos blogs parceiros, não por falta de vontade, mas sim por falta de tempo. Por isso eu tomei a liberdade de utilizar um dos temas já feitos no TTT, e o meu escolhido foi 10 Livros que Me Fizeram Chorar. Porque eu não sou chorona, mas alguns livros simplesmente me fazem perder a cabeça.

Lembrando que o Top Ten Tuesday é uma iniciativa do blog The Broke and the Bookish, e eu coloquei os livros na ordem que os li.

1. O Físico, Noah Gordon

O Físico foi o primeiro livro que quebrou meu coração de gelo. Eu nunca havia chorado antes de ler esse livro, que conta a trajetória de um médico medieval. Por incrível que pareça não foram as cirurgias sangrentas ou as mortes trágicas que me emocionaram em O Físico. Foi o assassinato de um urso. Gordon descreve a barbárie com tantos detalhes, tão cheio de emoção que foi impossível tentar conter as lágrimas.

2. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, J.R.R. Tolkien

Ainda me lembro como se fosse ontem: duas semanas após ter lido O Físico, li O Senhor dos Anéis pela primeira vez. Me apaixonei perdidamente pelos personagens encantadores de Tolkien, e os dois momentos que me emocionaram foram protagonizados por meus dois personagens favoritos: Éowyn, insistindo para lutar ao lado de Aragorn (com ele se recusando e a dor estampada em seu rosto apenas para aqueles que o conheciam muito bem), e Sam dizendo a Frodo que carregaria ele e o Anel. Até hoje em minhas releituras paro nessas duas cenas porque não importa quantas vezes eu as releia, elas sempre me arrepiam.

3. Harry Potter and the Half-Blood Prince, J.K. Rowling

Quando li HBP eu já sabia quem morria e quem matava. Não esperava me emocionar com o final, e realmente ele não arrancou lágrimas dos meus olhos. Mas quando Snape foi anunciado como novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, eu chorei que nem criança. Porque na minha cabeça isso significava apenas uma coisa: Snape vai morrer. E podem dizer o que for dele (eu provavelmente vou concordar), eu não queria que ele morresse.

4. Harry Potter and the Deathly Hallows, J.K. Rowling

Eu honestamente não conheço uma pessoa que não tenha chorado no último livro de Harry Potter; porque não foi apenas a história, o encerramento de uma aventura: foi também a conclusão de uma fase de nossas vidas que nunca mais vai voltar. Foram muitas as amizades que surgiram por causa de Harry Potter e que são mantidas até hoje, e poder dividir o último capítulo da história de um personagem que eu considero meu amigo íntimo com essas pessoas foi definitivamente um marco em minha vida. As lágrimas rolaram tão soltas em Deathly Hallows que após o berreiro exaustivo pela morte de um certo personagem ruivo, elas se recusaram a continuar caindo até o final do livro, com aqueles dois nomes mágicos dados ao pequeno Potter, confirmando o homem maravilhoso que nosso amigo Harry sempre foi.

5. A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak [Resenha]

A Menina que Roubava Livros conta uma história da II Guerra Mundial de maneira extremamente romântica, no meu ponto de vista. Sim, os horrores da época se fazem presentes, mas não nos campos de concentração, nem nas lutas travadas diariamente pelas tropas de ambos os lados. Ela nos conta a história do cotidiano, de uma família tentando levar a vida da melhor maneira possível dadas as circunstâncias. Ela nos mostra a coragem de uma maneira extremamente simples e talvez em sua forma mais difícil: um homem arriscando tudo para salvar a vida de uma única pessoa. E me desculpe, mas se você não chorou – ou ao menos não sentiu vontade de chorar – quando Liesel finalmente beija Rudy após tantas insistências falhadas do garoto, você é uma pessoa muito, muito fria.

6. As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Eu não gostei de As Brumas de Avalon, simples assim. Não sei porque, a história simplesmente não me cativou. Não lembro os nomes dos personagens secundários, nem como tudo começa ou termina. Essa foi uma série que li até o final por princípio, mas posso dizer que não me arrependi por causa de uma única cena. O mais engraçado é que eu sequer me lembro de quem foi a morte que tanto me emocionou, mas a passagem está anotada no meu caderno de citações, provando o poder que as palavras exercem sobre as pessoas:

“It was a long season of mourning and there were times when I wondered if I should mourn all my life and never again be free of it; but at last I could remember without weeping, and recall the days of love without unending sorrow welling up like tears from the very depths of my being. There is no sorrow like the memory of love and the knowledge that it is gone forever; even in dreams, I never saw again his face, and though I longed for it, I came at last to see that it was just as well, lest I live all the rest of my life in dreams…but at last there came a day when I could look back and know that the time for mourning was ended.”

7. Mockingjay, Suzanne Collins [Resenha]

Essa história é engraçada, de certa forma. Eu comecei a ler Em Chamas no aeroporto de Boston, esperando meu vôo pra Chicago, de onde eu seguiria para São Paulo, e finalmente para Campo Grande pra passar o Natal com minha família. Assim como com Jogos Vorazes, eu mal consegui dormir, e antes de pousar em São Paulo, já estava no final de Mockingjay. Pensem no desconforto do senhor sentado ao meu lado, quando lá pelas 5 da manhã eu chego na cena em que os pára-quedas explodem e segurar as lágrimas torna-se impossível. Ele foi um cavalheiro e até me ofereceu um lencinho, quando tudo que eu consegui dizer era “I’m sorry… this book… THIS BOOK!!!” antes de voltar a ler.

8. Night Road, Kristin Hannah [Resenha]

Night Road foi um daqueles livros que eu comecei a ler e não consegui parar, fui direto até às 5 da manhã, somente fechando as páginas quando terminei a leitura. Logo no começo nós sabemos que uma tragédia acontece, e não é difícil imaginar como ou porque, dado o título do livro e tendo lido o prólogo. Ainda assim, quando o temido acidente acontece e nós lidamos com as consequências, é de cortar o coração. A dor que os personagens sentem é descrita com tanta intensidade que é quase como se você realmente fizesse parte da família deles, dividindo aquele momento angustiante, aquela perda irreparável.

9. As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky [Resenha]

Ler As Vantagens de Ser Invisível ao som de The Smiths é pedir pra emoção correr solta. Especialmente no final, quando tanta coisa é explicada em apenas uma frase. De partir o coração, realmente.

“So, I guess we are who we are for alot of reasons. And maybe we’ll never know most of them. But even if we don’t have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them.”

10. The Fault in Our Stars, John Green [Resenha]

Se você já leu a sinopse de The Fault in Our Stars, você já imagina o final. E ainda assim, quando o final chega é praticamente impossível não se emocionar. Com seu mais novo livro, John Green nos leva para dar uma volta numa montanha-russa de emoções. Você ri de alegria, ri porque acha graça, ri de felicidade; e você chora de alegria, de tristeza, de dor, pela injustiça que é a vida. Você chora porque as palavras que ele usa fazem você sentir diversas coisas ao mesmo tempo e é impossível guardar todos esses sentimentos dentro de você sem explodir. No fim das contas, você chora com The Fault in Our Stars por causa de Hazel Grace e Augustus Waters, que sim, vão partir seu coração, mas você vai amá-los por isso!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


  • Lica disse:

    Oie,
    Adoro top ten!
    Meu vc sabia que O fisico vai ter adaptação cinematrográfica?
    Eu não li, mas com tanta gente falando bem, vai ser obrigatório, quem não chorou com HP, e A menina que roubava livros, alias todos livros de 2° guerra mundial eu choro.
    A Esperança eu não perddo Suzanne pelo que ela fez com peeta chorei demais!
    Um dos livros que mais chorei foi Apátrida!!! facto.
    chorar faz parte da emoção e faz parte de um bom livro!

  • Karen Alvares disse:

    Nossa, Parceira, que lindo o seu TTT! 🙂 Tem vários aí que você falou que chorou e eu chorei também, mas alguns em momentos diferentes. Em Deathly Hallows eu chorei o capítulo inteiro da Floresta Proibida… é muito emocionante o Harry reencontrando os pais, Sirius e Lupin (“eu não queria que vocês morressem…”). Você se sente por um momento voltando àquela inocência que o Harry perdeu, mas agora ele já é o grande homem que o Dumbledore disse que ele era. É lindo demais.

    A Esperança é pra chorar mesmo. Eu fiquei com um vazio lendo esse livro (mas ele foi perfeito). E ohhhh você lembrou daquela passagem que o Sam dizia que carregaria Frodo e o Anel até o fim… *abraça o Sam*

    Impossível não chorar quando a Liesel beija o Rudy. É de partir o coração. Aliás, o livro inteiro é de partir o coração, mas essa parte é especial, e incrível porque a gente nessa hora já sabia que isso iria acontecer…

    Tem vários outros que eu chorei também. “Éramos Seis”, da Coleção Vaga Lume, é um que sempre lembro. Chorei também em “A Torre Negra”, quando meu mais querido personagem se foi e deixou um vazio no ka-tet (e no livro).

    E ah, lembrei quando eu chorei também. Em Ordem da Fênix, quando o Harry começa a destruir o escritório do Dumbledore. Não chorei quando o Sirius se foi (eu já sabia, como você em HBP). Mas chorei por ver o desespero do Harry e saber que ali ele mudaria definitivamente.

  • Lucy disse:

    Menina, não comentei antes porque… são raros os livros que me fazem chorar. o.o
    Acho que o primeirão que me deu uma dor no coração e lágrimas nos olhos (mas nem sei se chorei de fato porque estava no escritório) foi O diário de uma paixão. Pois é, pra vc ver o efeito. que deu em mim. XD (e gosto mais do livro do que do filme – já contei até spoilers pras meninas, que morreram de rir haha)

    Depois disso, Harry Potter foi o que me fez chorar de soluçar. Acho que nem em A Esperança eu chorei, mas fiquei chocada com as cenas e claro que isso tocou, mas não ao ponto de me fazer chorar.

    Não sei, vai ver não sou mto emotiva, mas também não li todos os livros que vc mencionou. rsrs Ainda lerei Quem é você, Alasca? esse ano, então… =D

    Mas sua lista realmente está linda, Ily!
    Bjos

  • Lany disse:

    O primeiro livro que eu me lembro de ter chorado, foi adivinha só, Harry Potter e a Ordem da Fênix. Eu já sabia o que ia acontecer com o Sirius, mas mesmo assim, chorei MUITO nessa parte. Tive que fechar o livro até. E é claro que em Deathly Hallows chorei muito também. Já peguei o livro chorando hahaha!
    Assim como você, eu também chorei em “A menina que roubava livros”. Mas eu chorei MUITO mais em “Eu sou o mensageiro”. Aliás, eu acho que no quesito “volume de choro”, ele está empatado com Deathly Hallows.
    Outro livro que eu chorei bastante: “Anybody out there?” da Marian Keyes. LINDO esse livro!!!
    HAHAHA sério que o senho que estava do seu lado ofereceu um lencinho para você quando você estava lendo Mockingjay? Pois é, esse foi outro livro que me fez chorar.

  • Nivia Fernandes disse:

    Lá vem o iceberg… eu nunca chorei com um livro. Mas alguns já me deixaram severamente triste ou com a garganta travada com aquele choro que não sai.

    Adorei a sua seleção, Ily! Embora não tenha lido “O Físico” e nem “As vantagens de ser Invisível”, você só me fez confirmar que emocionar depende muito mais de como as palavras são postas no texto do que o impacto do acontecimento em si. Inclusive, fiquei curiosa para lê-los, vou incluir na minha lista. rs Especialmente o segundo que citei, gostei da citação!

    Sobre “As Brumas de Avalon”, só consigo pensar que clássicos, de certa forma, sempre dão um jeito de nos fazer lembrar deles um dia. Isso me lembra o quanto eu detesto “O morro dos ventos uivantes”, embora não lembre direito como a história foi em detalhes – mas o sentimento ruim e de depressão foi tão forte que não consigo esquecê-lo até hoje.

    Viu, eu também não queria que o Snape morresse, e meu ataque quando ele morreu só não foi maior porque como você disse, em HBP já dá pra intuir… Mas mesmo assim eu tive que parar de ler aquela noite e retomar só depois. Pra ficar mais deprimida ainda, diga-se de passagem. rs

    “Mockingjay”. Eu não consegui dormir depois. É, devia ter chorado de uma vez, foram dias consternada. Esse livro é muito forte, não sei como você conseguiu ler no avião, dentro do meu quarto já tava preocupada com minhas expressões e a tagarelagem enquanto lia! Aliás, simpático o senhor do seu lado, Lany tem razão. O mesmo aconteceu com “A menina que roubava livros”.

    The fault in our stars: torcendo pelo sorteio, mas de qualquer forma, toda vez que você fala nesse livro fico doooooida pra ler logo!

    Um que também me derrubou foi “O Cemitério”. A morte é sempre algo complicado pra lidar, mas tem certos detalhes que parecem piorar tanto as coisas… “Um dia” também me perturbou. Porque a gente sabe que não há mal que sempre dure, e bem que nunca se acabe… consegui ver aquilo acontecendo, e realidade mexe com o imaginário da gente também. =/

    Beijos!

  • Melissa disse:

    Eu choro muito em livros. E chorei com a maioria dos que você postou aí. Inclusive, sua seleção foi ótima! Além deles, eu chorei com:

    – Eu sou o Mensageiro, do Markus Zusack (provavelmente o livro em que mais chorei em toda a minha vida)

    – A Torre Negra Vol.7 do Stephen King

    – Looking For Alaska do John Green

    – A Maldição da Pedra, da Cornelia Funke (inclusive leiam esse livro, vocês vão adorar!)

    – Duma Key, do Stephen King

    Foram os que eu tive um síncope de choro.

PREENCHA OS CAMPOS ABAIXO PARA DEIXAR SEU COMENTÁRIO




Mensagem