Top Ten Tuesday: Dez mães favoritas

ttt2013

Top Ten Tuesday um pouco atrasado, mas ainda tá valendo!

Todo mundo sabe que a melhor mãe do mundo é a nossa! Mas existem algumas mães-personagens na literatura que a gente também ama e adoraria receber seu cafuné. Hoje no Top Ten Tuesday vou falar das minhas mães favoritas na literatura (mas a melhor mãe de todas era mesmo a minha <3).

Lembrando que o Top Ten Tuesday é uma iniciativa do blog The Broke and the Bookish!

nadeshiko

Nadeshiko KinomotoSakura Card Captors

A Nadeshiko é uma das mães que eu mais gosto. Talvez seja porque me identifico, nessa situação, com a própria Sakura, que perdeu a mãe cedo, uma vez que Nadeshiko morreu ainda jovem. Uma das coisas mais legais do mangá – e do anime também – é que, apesar da mãe de Sakura ser falecida, ela é uma personagem importante e recorrente, e há vários episódios a respeito dela e da relação de mãe e filha – com a Sakura – e também de mãe e filho – com o Touya, e todos são muito emocionantes. Isso é original, não é como a maioria das vezes, quando a mãe de um protagonista morre e fica por isso mesmo; não, a morte pesa na vida de Sakura, e ao longo da história vemos o quanto a figura da mãe é significativa para ela e para sua construção.

Mas esse mangá é uma história cheia de personagens femininas incríveis e seria impossível sair daqui sem ao menos mencionar a mãe da Tomoyo, Sonomi, que é uma mãe bem diferente da Nadeshiko, mas também muito especial e bem construída. Há uma linda cena entre mãe e filha no anime, que é impossível não chorar.

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Molly Weasley, série Harry Potter (resenhas)

Assim como falei acima, Harry Potter também é uma história repleta de personagens femininas muito bem escritas. Para mim, Molly Weasley é melhor mãe de todas, aquela a quem nos afeiçoamos junto com Harry por toda a série, autora da inesquecível frase “Not my daugther, you bitch!“. Mas a série é uma história onde as mães são muito importantes; não fosse pelo amor da mãe, Lílian, Harry não teria sobrevivido; além disso, ele também foi salvo por outra mãe, Narcisa Malfoy, que fez o que fez para proteger seu filho. E além delas há tantas outras!

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Amélia Piva de Albuquerque, série Clube dos Herdeiros (resenha)

Amélia não foi mãe, no sentido de parir uma criança, mas foi uma verdadeira mãezona para Helena e Henrique nos livros (e um pouco para o Pedro também!). Sua sabedoria e seu amor são imensos e contagiam o leitor. Muito amor por ela!

emilylancaster

Emily LancasterA Culpa é das Estrelas (resenha)

Triste e difícil ser Emily, a mãe de Hazel Grace, uma adolescente com um câncer terminal. Mas, assim como muitas mães que vêem seus filhos sofrerem com a doença, Emily manteve seu amor inabalável e foi uma mãe maravilhosa até o último momento (mas uma mãe não deixa de ser mãe quando seu filho morre… muito pelo contrário).

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OffredO Conto da Aia

Offred, que não sabemos o verdadeiro nome, é uma Aia, uma mulher oprimida em uma distopia na qual o mundo precisa ser repopulado e os direitos foram tomados das mulheres. A tarefa de Offred, à qual ela foi obrigada, é ter um filho de seu Comandante. É um livro terrível de ler e brilhantemente bem escrito. Mas Offred não está nesta lista por isso, mas sim porque ela teve, no mundo de antes, uma filha, e parte de sua fibra e vontade de lutar vem daí, dessa filha que lhe foi roubada e que ela quer rever e proteger.

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Donna TrentonCujo (resenha)

Porque uma mãe que passa pelo que ela passou dentro daquele carro e com aquele cão raivoso para proteger o filho já a faz merecer estar neste top.

drag

Nemy-ZGlamour

Recentemente li Glamour, de Alexei Dodsworth, um livro fantástico, e adorei. Cassie é uma mulher transgênero, que foi adotada ainda criança por Leonor e por Nemy-Z, esta última uma drag queen com um grande mistério. O livro trata de muitas coisas interessantíssimas, mas neste post o que importa é dizer como gostei de Nemy-Z como mãe; ela é carinhosa, protetora, alegre e muito sábia. Além disso, apoia a filha incondicionalmente. As construções das personagens principais neste livro são maravilhosas.

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A MãeQuarto (resenha)

Jack, o narrador desse livro, chama sua mãe apenas de A Mãe, e é assim que a conhecemos. Ela é todo seu mundo dentro do Quarto. A Mãe era uma garota que foi raptada e abusada sexualmente, trancada em um quarto minúsculo; ela engravidou de Jack e, apesar de todo o sofrimento, criou-o com todo seu amor, sem nunca esquecer seu sonho de liberdade. Esse livro é incrível.

alameda

VivianAlameda dos Pesadelos (resenha)

Quando escrevo, dou o meu melhor para criar personagens femininas verdadeiras, complexas e com personalidade. Vivian, a protagonista de Alameda dos Pesadelos, é em grande parte motivada pelo amor que sente por seu filho, Lucas, de quem é mãe solo. Ela faz tudo o que faz para proteger o filho do próprio pai, Gabriel e, no processo, descobre o quanto é imperfeita e que nem tudo é preto no branco.

uma prova de amor

MarinaInverso Reverso (resenha)

Quando escrevi esses dois livros, tinha acabado de perder minha mãe para um câncer agressivo e precisava falar sobre isso, sobre a falta que uma mãe faz, sobre esse sofrimento. Por isso, fiz Megan também perder sua mãe e, apesar da Série Espelho ser muito sobre a busca da identidade de Megan, é também sobre a busca dela por sua própria mãe, por compreendê-la e se sentir mais próxima dela. Marina era uma mãe carinhosa e excessivamente protetora, que foi até as últimas consequências por suas filhas.

(Aliás, a imagem que usei para representá-la é de Cameron Diaz em Uma prova de amor, a adaptação de um livro da Jodi Picoult; na história, ela também é uma mãe incrível – desafio você a ver esse filme sem se desmanchar em lágrimas.)

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