Top Ten Tuesday: Dez motivos pelos quais amo escrever

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Se tem uma coisa que eu amo nessa vida, depois de ler, é escrever. A leitura vem primeiro, óbvio, porque não existe escritor que ame ler acima de todo o resto – até de escrever. Mas, pensando aqui, resolvi falar dos dez motivos pelos quais amo escrever. Vem comigo? 🙂

O Top Ten Tuesday é um meme semanal criado pelo blog The Broke and the Bookish.

Escrever alivia. Há muitos motivos para se escrever, e muitos sentimentos que você pode passar em palavras. Já escrevi só porque queria me divertir, já escrevi porque queria contar uma história, mas muitas vezes escrevi para aliviar o peso dentro de mim. Algumas vezes, foi a única maneira que encontrei para me libertar e, então, me sentir melhor depois. Quando minha mãe faleceu, comecei a escrever Inverso como uma catarse. Eu precisava contar uma história que falasse, de alguma forma, de como era para uma filha perder sua mãe.

Um café e um bom livro. Um café e uma boa história. É claro que a figura bucólica de um escritor, procurando sua “musa” ou escrevendo em uma máquina de escrever está muito longe da realidade. Mas também existem momentos com certa poesia, aqueles em que, finalmente, a gente consegue se libertar das obrigações (e das redes sociais), apenas sentar, tomar um café e contar uma história para o papel. E é tão delicioso quanto sentar, tomar um café e ler um livro.

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Escrever é como contar uma história para si mesmo. Antes de tudo, como eu disse aqui, um escritor é um leitor assíduo. (Não confie em um escritor que diz que não gosta de ler!) E, no final das contas, antes de escrever para contar uma história aos outros, um escritor está contando o livro para si mesmo. Enquanto ele escreve, também está lendo a própria história, conhecendo personagens, descobrindo mistérios e vivendo aventuras. Aliás, tem muitas coisas que acontecem nos meus livros enquanto vou escrevendo-os que às vezes eu nem tinha planejado. Há momentos em que a história se conta sozinha.

Todo mundo tem histórias presas em sua mente. Escrever é libertá-las. Você já se pegou pensando, antes de dormir, em fantasias sobre o que poderia acontecer na sua vida? Aquela vez que você sonhou com a paixão da sua vida? Que imaginou que estava em uma cidade maravilhosa que nunca conheceu? A vez que imaginou a resposta que poderia ter dado naquela discussão. A invenção brilhante que apresentou ao mundo. E quando você viajou para o espaço e sonhou com as estrelas? Bem, escrevendo você pode ter tudo isso. Você pega essas histórias e liberta-as no papel. Não há limites. Você pode criar o que quiser e ser quem quiser.

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Escrever é como derramar meus pensamentos dentro de uma Penseira. A minha irmã me disse isso outro dia e ela está completamente certa. Quem já leu Harry Potter sabe que a Penseira é um depósito de pensamentos, que você pode consultar e revisitar, observando-os de fora, de maneira mais objetiva. Escrever é isso: botar tudo pra fora, organizar em palavras e revisitar aqueles pensamentos e sentimentos sempre que quiser.

Escrever é como estar apaixonado. Você quer contar para todo mundo, mas ao mesmo tempo tem vergonha. Você pensa nisso o dia todo e a noite inteira. Você cria uma conexão com aquela história, com aqueles personagens. Você sente prazer em escrever e derramar palavras e, quando alguém fala no seu livro, o coração chega até a bater mais depressa.

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Não tem nada mais legal que ver algo que você mesmo construiu, pedaço por pedaço, palavra por palavra, finalizado, impresso, publicado. Isso aconteceu hoje comigo, e não tem nada igual a essa sensação. Reverso entrou em pré-venda, e eu vi tudo ali, terminado, os meus pensamentos transformados em um livro. O miolo, a capa, a venda e, em breve, o livro impresso, para abraçar e cheirar. É como magia. Há aquela história que só existe na sua cabeça e, depois de muito trabalho, ela está viva, real, é um produto, um livro de verdade.

Espera, tem sim: pessoas dizendo que aquilo mudou suas vidas ou as tocou de alguma maneira. Mas aí as pessoas começam a ler o seu livro e comentar. É claro que vai ter gente que vai gostar e gente que não vai, mas em cada resenha, avaliação ou comentário, você consegue extrair algo de bom. Aquela pessoa realmente dedicou o tempo dela a ler algo que você fez. E depois, comentou. E existem aquelas que dizem que aquelas palavras a tocaram, há até as que dizem que algo dentro delas mudou por causa do que você escreveu. É maravilhoso.

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E quando isso faz com que você conheça pessoas incríveis? Os colegas e amigos escritores, os revisores e editores e, especialmente, os leitores. As pessoas que enviam e-mails, escrevem resenhas, visitam a gente nos eventos. Tiram fotos, conversam, dão aquele abraço. Tem coisa mais gostosa que carinho?

Terminar de escrever uma história. E começar uma nova história. Tudo de novo e de novo. E então vem o ponto final. O “FIM” no arquivo de texto, o “FIM” metafórico, quando você publicou e não há mais nada que possa fazer. É claro que você sente saudade, mas sabe o que acontece? Já há outras histórias a serem contadas, outros personagens a conhecer, novas aventuras para viver e escrever. E aí você começa tudo de novo.

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