TTT: Dez coisas que gosto e não gosto quando se trata de romance em livros

ttt2013

Pois é, hoje vamos falar de romance… E eu gosto de um romance, viu? Mas vamos combinar que tem coisas que não dá mais para fazer em romances, simplesmente por já serem saturadas. Hoje eu vou abordar algumas coisas que gosto (e outras que não gosto) de ver em livros de romance ou simplesmente livros que tenham algum romance inserido nele. Vai estar tudo junto e misturado, mas vamos ver no que dá.

Todos sabem que o Top Ten Tuesday é um meme literário semanal do blog The Broke and the Bookish, mas é bom sempre lembrar.

Procura-se um marido10. Clichês: Aí você me dirá: Lucy, romance é clichê! 95% termina em “viveram felizes para sempre”, os outros 3% terminam em morte e os outros 2% terminam em amores impossíveis e separação! Pois é. Mas vamos combinar, é complicado você gostar de romance e não gostar de clichê. Admita. A questão aqui é: Como o autor usa o clichê a favor da história? Muitas vezes o clichê bem usado é o que dá um bom livro. Claro, o contrário também é verdade: Um clichê usado de forma errada torna tudo muito artificial e forçado e um livro digno de ser jogado na parede (fiz isso recentemente). Um exemplo básico: Casamentos de conveniência. Em Procura-se um Marido, a autora fez uma história muito bacana e convincente, uma delícia de se ler. Em outro livro que li, cujo nome é justamente Casamento de Conveniência (a resenha sai quando eu tiver menos raiva), foi tudo muito forçado: atração física imediata, mas os dois se odeiam, então resolvem curtir apenas a tensão sexual até que finalmente encontram o felizes para sempre. Receita de bolo cansativa…

A Kelsey, de A Maldição do Tigre, é um exemplo de Mary Sue.

A Kelsey, de A Maldição do Tigre, é um exemplo de Mary Sue.

9. Mary Sues: Você não sabe o que é uma Mary Sue? Deixa eu tentar resumir: Sabe aquela personagem que se acha feia, mas todos os meninos caem em cima, porque além de “linda” ela é doce, meiga, boazinha e (boa parte virgem) super otimista e inocente (burra)? Então, essa é a senhorita perfeita, que muitas vezes sofre o pão que o diabo amassou (também conhecida como Mary Sue sofredora), ou aquela que é a garota pró-ativa, não leva desaforo para casa e está pronta para o que der e vier (ou como eu chamo, Mary Sue Super Poderosa). Às vezes o autor ainda tenta colocar um defeito aqui e ali, mas que é totalmente ofuscado pelas virtudes mais que justificáveis para suas Mary Sues. Aliás, a versão masculina também existe e se chama Gary Stue.

8. Romance inserido como tapa buraco: Ou cai de para-quedas. Então, o livro é de aventura, rola aquela amizade e, do nada… “Eu te amo”. Oi, calma que não é bem assim. Já vi casos que personagens não tinham nada a ver e de repente estão apaixonados e se casando. Aí também não, né?

Rony e Hermione e Harry e Gina são exemplos.

Rony e Hermione e Harry e Gina são exemplos de romance gradual

7. Romance inserido gradualmente: Já li livros de aventuras em que o romance é inserido aos poucos e quase sem perceber (afinal, o foco da história não é o romance em si) e no final temos um entendimento entre as partes. Até aí, tudo bem. Em alguns casos, eu percebi que o autor tentou colocar uma leve convivência entre seus personagens, mas não mostrou isso ao público – sem querer, ou deliberadamente por causa do foco, como falei acima. Eu acho isso válido, apesar de às vezes ter um gostinho de quero mais porque queremos ver o desenvolvimento da relação e nem sempre isso é possível. Mas dessa forma ainda é melhor do que o “prazer em te conhecer, casa comigo?”

badboy6. Estereótipo de “Bad boy”: Todo bad boy que se preze tem que: ser tatuado, ter um piercing em algum lugar (ou vários), ter uma infância difícil ou algum tipo de complexo que o faça ser um cara difícil de se conviver, beber de vez em quando e fumar um baseado de vez em quando. Se for bom de briga, então, pronto! Claro que depois de encontrar “a garota certa”, ele vai mudar de atitude, tentar não ser aquele cara ciumento e controlador da relação e largar todos os vícios por ela, além de rastejar sempre aos pés da mocinha quando fizer alguma mancada. E ela vai perdoar todas as suas mancadas SEMPRE.

5. O famoso “amor à primeira vista”: Receita batida em alguns romances e até livros de outros gêneros. Aliás, se fosse mesmo amor à primeira vista eu perdoava, porque ainda tem como fazer funcionar essa fórmula. Mas hoje em dia está mais para “atração à primeira vista, com direito a casquinha no fim do dia” e elas acontecem geralmente entre os bad boys da vida e as Mary Sues sofredoras, que se tornam antagonistas e logo na página seguinte já ficam no “ele é bonito, realmente, aqueles olhos… pena que é tão arrogante, mesmo com aquele cabelo maravilhoso e… ih, melhor parar porque ele me odeia mesmo…” e etc.

O_SEGREDO_DE_ELLA_E_MICHA4. Sequências desnecessárias: Alguns livros de romance ou chick-lits eu torço muito para que tenham continuações. Outros, porém, parecem que só existem para encher os bolsos dos autores, porque não tem mais graça a continuação. A história está lá, toda fechada, tudo encaixado… E vem um segundo e terceiro livro não tão bons ou originais quanto o primeiro, que correm o risco de ser melosos e até repetitivos. O Segredo de Ella e Micha e sua continuação é um bom exemplo.

3. Personagens secundários que ganham seu próprio livro: Isso eu gosto. Alguns personagens roubam a cena e merecem muito um livro só para eles. Claro que às vezes os autores exageram e acabam prolongando demais as séries falando de todos os personagens secundários possíveis e inimagináveis, em vez de fazer algo novo que surpreenda.

PAIXAO_AO_ENTARDECER2. Romances de época: Eu adoro romances de época, me julguem. Gosto da ambientação e gosto que alguns livros mostrem personagens um pouco mais ousados do que o que seria aceitável na época (pelo menos é o que eu acho). Mas sem exageros. Atualmente eu estou caindo de amores pela família Hathaway, já providenciando aqui as resenhas que faltam da série.

FIQUEI_COM_O_SEU_NUMERO1. Chick-lit e a comédia romântica: Para quem gosta de romance, procure um chick-lit. Muitos deles tem a dose certa de humor e romance dignos de uma boa comédia romântica. Alguns são mais sérios, por incrível que pareça, mas sempre é possível sentir vergonha alheia de uma heroína de chick-lit e se acabar de rir e depois ficar tão triste ou feliz por ela que você acaba chorando. Sim, amo chick-lit e principalmente os da Sophie Kinsella.

Acabei colocando tudo o que eu gosto e não gosto misturado, espero que não tenham se confundido. O que vocês mais gostam quando temos romance na história? E o que menos gostam?

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  • Lary Zorzenone disse:

    Oi.
    Estou ficando viciada nos TTT hehe. Adoro romances, mas tem muita coisa neles que já me encheu, como por exemplo triângulos amorosos. Também não tenho muita paciência pra quando a mocinha é perfeita de mais, se acha feia e ai o Cris Evans resolve aparecer na história só pra ter a chance de dar em cima dela.
    Um beijo

    Vidas em Preto e Branco 

  • Lucy disse:

    Oi, Lary! Os TTTs são realmente ótimos! ^^
    Puxa, tinha até me esquecido dos triângulos! o.o’
    A pior coisa é que os autores geralmente tentam pegar algum outro personagem secundário sem tanta importância para juntar com quem “sobrou” do triângulo. rsrs
    Ih, à vezes eu acho que os autores tem síndrome de Mary Sue, aquela tendência a escrever mocinhas fortes, mas no fundo frágeis, que PRECISAM do príncipe encantado… hahaha
    Bjos

  • Nathalia Simião disse:

    Sim, eu me confundi UHASUHAS
    Ri muito com a explicação de Mary Sues. Tem um monte por aí que eu odeio. A Kelsey é uma dessas.
    O romance do Rony com a Hermione eu acho lindo, mais bonito do que o do Harry com a Gina.
    O estereótipo de bad boy já ta me cansando, é a mesma coisa sempre. Ou é bad boy ou é o cara “mil maravilhas”: não tem defeito, nenhum defeito, nadinha de nada, ele é perfeito. Cara, isso não existe.

  • Lucy disse:

    Oi, Nathália! Acho que faltou eu separar o que gosto do que não gosto, mas acabou saindo tudo ao mesmo tempo! Sorry! hahahaha
    Eu também prefiro o romance do Rony com a Hermione. O Harry com a Gina acho que poderia ser mais mais explorado, mas enfim, contexto e foco da trama…
    Nossa, o efeito “bad boy” enche o saco. E o cara que “parece bad boy mas não é”. hahaha Realmente, eles não existem!
    Bjos

  • Netto Baggins disse:

    Adoro listas, e os TTT de vcs são sempre interessantes! Quanto ao tema dessa vez, não sou muito chegado a histórias românticas, me irrito fácil com o lenga lenga. Só se for MUITO bem recomendado é que me aventuro a ler.

  • Lucy disse:

    Oi, Neto! Ah, normal. às vezes vc foge, mas acaba encontrando romance em alguma aventura que lê. rsrs Mas sim, tem muitos romances com lenga lenga…
    Bjos

  • Vitória Pantielly disse:

    Lucy 😀

    Já disse que adora essa coluna? rs
    Clichês normalmente não me incomodam, mas concordo com você, ele tem que ser usado a favor da história, e não de forma artificial.
    Não conhecia o termo Mary Sues, mas gostei, e assim que lia sua descrição identifiquei um MONTE de personagens nela, rsrs!
    Gostei bastante de Ella e Micha, então não encaixaria os livros nessa caregoria, mas acho que tem autores que deveriam realmente saber a hora de parar, algumas séries até desanimam de tantos livros ..
    Romances de época e comédias românticas estão entre os meus favoritos!!

    Beijos.
    http://passeandocomoslivros.blogspot.com.br/

  • Lucy disse:

    Oi, Vitória!
    Bom saber, ela é postada todas as terças! 😀
    Eu conheci o termo Mary Sue graças ao fandom de Harry Potter rsrs. Coisa triste!
    Sobre Ella e Micha, eu achei o segundo livro mais arrastado, mas aparentemente as continuações tendem a melhorar. Vamos aguardar e quem sabe eu acabe mudando de ideia quanto a essa série. rsrs
    Romances de época e chick-lit forever! *__*
    Bjos!

  • Douglas Fernandes disse:

    Nossa, gostei desse Top Ten Tuesday, principalmente pq descobri que a tal da personagem que se acha feia, sem graça, sem sal (mas no livro fala totalmente ao contrario) tinha um nome, de todos o que mais odeio é esse Mary Sues, ta certo que pode haver uma certa insegurança, mas tem uns personagens que exageram.

  • Lucy disse:

    Oi, Douglas! Tem cada Mary Sue que vou te contar… rsrs
    Bjos!

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