TTT: Top 10 Livros pelos quais eu sou grata

O Top Ten Tuesday dessa semana é em homenagem ao Dia de Ação de Graças, um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos, no qual agradecemos por todas as coisas boas em nossas vidas. Então como não poderia ser diferente, o tema proposto pelo blog The Broke and the Bookish foi similar: 10 livros pelos quais somos gratos. Foi difícil escolher apenas dez, especialmente porque acima de tudo eu sou grata demais a meus pais por manterem uma biblioteca na nossa casa, e por terem cultivado em mim esse hábito que jamais deixa com que eu me sinta sozinha. Por isso alguns dos 10 livros que escolhi podem não ser meus favoritos, mas eles têm um significado especial.


Os Patins de Prata, Mary Mapes Dodge

Hans Brinker foi o primeiro livro que me lembro de ter lido quando criança. Ele estava escondido em uma das estantes na biblioteca e em um dia que eu estava extremamente entediada e sem paciência pra ler gibis, minha mãe me deu ele. Uma cópia bem antiga, um tanto quanto maltratada, mas eu li com gosto. Foi o primeiro livro que me fez entrar dentro dele, viver sua história. De certa forma, foi meu primeiro amor!


Assassinato no Campo de Golfe, Agatha Christie

Esse livro foi meu pai quem me deu quando eu passava por uma fase “sou estúpida demais para ler”. Na verdade, era preguiça porque apesar da biblioteca dos meus pais ser extensa, ela consistia de livros que não me chamavam a atenção (mesmo porque aos 15 anos de idade eu não tinha cacife pra apreciar Machado de Assis). Então meu pai me apresentou a Rainha do Mistério e daí pra frente eu soube que o desafio consistia apenas em encontrar livros que me interessavam.

O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien

Esse foi o primeiro livro de fantasia que eu li. Foi também o primeiro livro pelo qual eu me apaixonei de verdade, a ponto de levar o volume único pra faculdade e sentar no fundo da sala, lendo enquanto meus professores divagavam sobre Piaget e teorias da literatura. Também foi com O Senhor dos Anéis que fui apresentada a um fandom, embora não tenha participado ativamente por muito tempo. E também foi com O Senhor dos Anéis que sofri minha primeira decepção cinematográfica, quando Frodo manda Sam embora, e pasmém, Sam vai embora! (Mas num geral, eu adoro os filmes também).

Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

Por muito tempo eu me recusei a ler Harry Potter. Pfff, livro infantil, se eu quiser fantasia, tenho o universo de Tolkien. Apesar de ter visto o primeiro filme (e gostado!) durante 3 anos eu passei longe da história do garoto que não sabia que era um bruxo, mas sou grata por isso também; eu li Harry Potter na hora certa! Sim, porque no momento que meus olhos registraram as primeiras palavras do primeiro capítulo, em vão eu tentei evitar que um sorriso aparecesse em meu rosto, e eu soube que não teria jeito: aquela história ficaria comigo. Não foi com esse volume que eu percebi que Harry Potter era meu verdadeiro amor literário, que J.K. Rowling era um gênio; mas foi ali que tudo começou e eu tenho que agradecer porque essa história me transformou em uma pessoa melhor.

Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Ah, o primeiro mocinho de Jane Austen a gente nunca esquece! Achei minha primeira cópia de Orgulho e Preconceito em uma feira de livros na faculdade, e meu coração deu pulos de alegria quando  vi que era em inglês. Como certamente estudaríamos Jane Austen nas aulas de Literatura Inglesa no ano seguinte, não hesitei e comprei! Não foi uma leitura fácil, especialmente por ter sido o primeiro livro que li em inglês, mas foi extremamente agradável e bem, Mr. Darcy né. Logo que terminei, corri para a livraria e comprei a edição em português para minha mãe. Ela adorou!

…E o Vento Levou, Margaret Mitchell

Eu passei minha infância vendo meu pai se deliciar em frente à TV com os westerns de John Wayne, Casablanca, e …E o Vento Levou. Quando descobri que o último era também um livro (e o encontrei baratinho em um sebo), não resisti. Não resisti também à narrativa de Margaret Mitchell e a história da guerra civil americana. Após terminar a leitura, corri para a locadora, intimei meu pai a sentar no sofá comigo e nós passamos as quase quatro horas do filme dividindo uma paixão comunal.

 

A Culpa é das Estrelas, John Green [x]

Quando eu digo que A Culpa é das Estrelas é um daqueles livros capazes de nos fazer sentir todas as emoções, eu não estou brincando. Com essa obra, John Green me emocionou, me deixou sem palavras e querendo mais ao mesmo tempo em que minha mente implorava por misericórdia. Quando terminei de ler A Culpa é das Estrelas, eu o coloquei em seu lugar especial na minha estante, e ele está lá até hoje porque eu ainda não consigo pegá-lo sem me emocionar.

A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak [x

A primeira pessoa a me indicar A Menina que Roubava Livros foi minha amiga de longa data, Bruna. Ela me mandou uma mensagem com o nome do livro, autor e uma frase que dizia algo como “eu acabei de ler esse livro e preciso indicá-lo para alguém”. Havia um certo desespero escondido em suas palavras, então peguei tal livro na primeira oportunidade que tive e ele ficou dentro de mim desde então. Porque A Menina que Roubava Livros é uma daquelas obras que te joga no chão, pisa em cima, te quebra inteira, e no final você implora por mais com um sorriso perdido entre suas lágrimas.

Jogos Vorazes, Suzanne Collins [x]

Quando li Jogos Vorazes a primeira vez não esperava encontrar um livro tão bem estruturado, com personagens complexos e uma história fascinante. Ele não tem um significado especial na minha vida como muitos outros livros dessa lista, mas eu definitivamente sou grata por ele. Porque é uma história marcante, que fica com a gente por muito tempo depois que fechamos as páginas, e histórias assim são raras e merecem ser reconhecidas.

Morte Súbita, J.K. Rowling [x]

Porque nossa diva mostrou com essa obra que ela é uma escritora maravilhosa, com um talento incrível para criar personagens complexos que acabam se tornando parte de nossa vida. E ela não precisa de mágica pra isso. E claro, se não fosse por esse livro, eu não teria tido a oportunidade de viver um dos melhores dias da minha vida!

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  • Lany disse:

    Nem preciso dizer que temos varios livros em comuns nessa lista, né? Harry Potter, Jogos Vorazes, A Culpa é das estrelas e A Menina que roubava livros são livros que eu sou MUITO grata. Na verdade, a minha lista seria bem parecida com a dos livros que eu levaria para uma ilha deserta…. Eu somente trocqria algumas coisas, ja que eu teria que colocar, por exemplo, os gibis da Turma da Mônica (sei que não são livros, mas eu comecei a ter o gosto pela leitura por causa deles)!

  • Vania disse:

    Ah comigo foram os gibis do Tio Patinhas, mas eu tive uma fase meio negação à leitura durante a transição de gibis para livros hehe.

  • Carolina disse:

    Bom dia Vania, tudo bem? Toda vez que eu vejo um post onde tem que selecionar apenas alguns livros começo a passar mal… Não consigo simplesmente pensar em escolher rs…
    Adorei o post e as suas escolhas, mas fiquei pensando em diversos outros livros rs
    beijos

  • Vania disse:

    Oi Carolina!

    Quais livros você pensou?
    Bjs!!

  • Karen disse:

    Parceira, muito bom o seu TTT. Como eu geralmente digo dos seus posts, é outro daqueles cheio de emoção. Ficou lindo e realmente, cheio de significado. Foi engraçado você mencionar o Machadão, porque eu fiz um post dele hoje, falando exatamente isso (de às vezes ainda não termos cacife pra apreciá-lo) e agora vejo que você escreveu isso aqui! HÁ!

  • Vania disse:

    Grandes mentes… hahahaha mas sério, eu não tinha cacife pra apreciar, tanto que quando adolescente o único livro dele que li foi Helena (porque um professor que eu adorava pediu) e amei, amei, amei!

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