TTT: Top Ten Books That Broke Your Heart A Little

Meu último post por aqui. Mas…  Vamos aos lencinhos de papel com potes de sorvete de chocolate. Para afogar as mágoas literárias. A iniciativa é do blog The Broke and the Bookish! ♥

1. White Oleander – Janet Fitch
Meu primeiro livro é um dos meus favoritos. Sempre amei o filme e tive uma intensa curiosidade de ler o livro, mas na época não manjava lá essas coisas de inglês (o livro infelizmente não tem tradução). Foi uma das realizações da minha vida ler White Oleander. Eu sempre tive uma relação distorcida com meus pais, principalmente com a minha mãe – então, caiu como uma luva. A luta de Astrid ao longo dos anos, em achar sua própria identidade em meio a tantos lares adotivos e o fato de sua mãe estar na cadeia, é como ver uma flor desabrochando no deserto. As várias analogias que Astrid também faz ao longo da história me fazem chorar todas as vezes. É um daqueles livros que você, ao final, parece conhecer a personagem como se fosse sua melhor amiga e confidente. Uma das minhas passagens favoritas é: “As pérolas não eram realmente brancas, elas tinham um tom suave de bege, com pequenos nós dentre cada uma delas que se quebrasse, você perde somente uma pérola. Gostaria que minha vida fosse assim, tão segura que se algo quebrasse, a coisa toda não desmoronaria.”

2. Tem alguém aí? – Marian Keyes
Já expressei meu amor pela autora aqui e confesso que mesmo com uma história longa, como a de Cheio de Charme, ela consegue fincar as unhas no âmago do meu ser. A história é de uma jovem que sofre um acidente terrível e quando volta para Nova Iorque, onde mora, não consegue achar o namorado – ele simplesmente desapareceu. Ela volta ao trabalho (dos sonhos, devo dizer!) e embora encontre muitos empecilhos no caminho, vai aos poucos tentando se recuperar tanto fisicamente, quanto emocionalmente. Não vou falar muito da história, já que odeio spoilers, mas uma coisa é certa… a autora sabe escrever uma boa reviravolta. Eu geralmente releio os livros da Marian Keyes quando estou me sentindo um pouco derrotada, pois todas as personagens passam por um pequeno inferno na Terra antes de triunfarem (ainda que seja um meio triunfo, ainda que choremos um pouco por aquela coisa ou outra).

3. Depois daquela viagem – Valeria Piassa Polizzi
Foi um daqueles livros da minha adolescência, que a gente lê porque o colégio pede ou porque uma amiga indicou. É uma história real de uma adolescente que em sua primeira vez, é contaminada pelo vírus HIV. Nada demais, exceto que o tópico há alguns anos atrás era o ó do borogodó e para mim, foi uma experiência incrível conhecer a vida de Valeria. Mesmo com tantas coisas acontecendo em sua vida, ela não desiste de jeito nenhum e passa por bons apertos quando vai fazer um intercâmbio nos EUA. Não costumo ler obras desse gênero, mas esse livro tem um espaço no meu coração até hoje.

4. Pollyanna – Eleanor H. Porter
Quem não conhece a sorridente Pollyanna? Assim como “O Pequeno Príncipe”, esse foi um clássico da minha infância – e tenho certeza que da infância de muitos. Para quem não conhece, puxe uma cadeira e se surpreenda com Pollyanna Whittier – uma jovem órfã que passa a viver com sua única parente viva, sua tia. A garota, para alguns muito inocente, centra sua vida no que chama de “Jogo do contente” que aprendeu com o pai. Otimismo acima de tudo! Ela sempre acha algo para estar contente, em qualquer situação que seja. E assim, ela muda o ambiente sombrio e triste não só da casa, mas de toda a cidade.

5. Através do espelho – Jostein Gaarder
Oh, céus. O que dizer deste livro infinitamente maravilhoso? Jostein Gaarder é um autor fabuloso, escreveu nada mais nada menos que “O Mundo de Sofia”. A partir daí já dá para perceber que a história não vai ser somente uma narrativa comum, mas uma profunda reflexão. Retrata a vida de Cecília Skotbu, ou o que sobra de seu tempo aqui, pois está doente e em fase terminal. Entretanto, isso não lhe tira os motivos para parar de viver – tudo que ela aprende é anotado num pequeno caderno. Um anjo chamado Ariel ajuda a garota a se “preparar” para a morte, levando-a em vários lugares e instigando a pequena Cecília a dar um profundo mergulho sobre o que há atrás do “espelho”. Uma pequena passagem do livro para vocês: “Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos”.

6. Meninos sem pátria – Luiz Puntel
Confesso que olhei a capa deste livro e fiz careta, porque aos 24 anos, ainda tenho uma amizade meio complicada com livros brasileiros. Ainda bem que não joguei este livro de lado. Meninos sem pátria conta a história de Marcão e sua família que, nos anos 60, são obrigados a deixar o país por causa da repressão do Governo Militar. A narrativa é um pouco infantil, obviamente é um livro mais didático do que qualquer coisa, entretanto, vale a pena ler.

7. Querido John – Nicholas Sparks
Oh, John, John, John. Ou, Nicolas! Por que faz um final tão triste para suas histórias? Bem água com açúcar no começo e uma pilha de motivos para você chorar enquanto se encaminha para as últimas páginas, Querido John conta a história de um soldado americano que conhece “A” garota em sua cidade natal. Ok, certo. Cara misterioso, garota, paixão, amor e pá, filme de Hollywood. Exceto que uma data muda para sempre o rumo desse roteiro – o fatídico dia 11 de setembro. Não vou me prolongar aqui, já que há uma resenha do livro feita por mim neste blog. Só tenha certeza de não estar passando por nenhuma dificuldade amorosa ao ler “Querido John”.

8. Harry Potter e as Relíquias da morte – J.K. Rowling
Preciso mesmo comentar? Acho que o título já é mais que o suficiente – se você não sabe porque, vá até a livraria mais próxima e comece a ler toda a série.

9. Remember Me? – Sophie Kinsella
A autora de Becky Bloom? Isso mesmo. Tenho uma ligeira queda por chick-lits e confesso que comprei esse livro porque 1. Estava barato e 2. Adoro Becky Bloom. Mesmo que tenha aquele ligeiro tom cômico que amamos tanto da escritora, eu chorei um bocado em muitas partes. Lexi é uma garota com uma vida amorosa desastrosa e uma aparência não lá muito atraente. Mas ao acordar depois de um acidente de carro, ela tem 28 anos, seus dentes já não são mais tortos, ela é a chefe de seu departamento e é casada! Como ela chegou ali naquela vida dos sonhos? Até que passa a conhecer o que é realmente sua vida e as pessoas que estão nela.

10. Nunca diga adeus – Luiz Galdino
Outro livro brasileiro que é mais didático do que realmente palpável no sentido literário, mas uma boa leitura. Acho que me emocionei com este livro porque conta um pouco da cultura japonesa e tem aquele romance bem bobinho, bem adolescente e gostoso de ler. Conta a história de Romeu e Hiromi, dois adolescentes que se apaixonam e passam alguns apertos por causa da rigidez da família de Hiromi (sei bem o que é essa coisa da família nissei). Francamente, queria que todo adeus fosse assim, lindo e romântico como foi no livro. Ainda se pode sonhar com algumas coisas, mesmo que não aconteçam na vida real.

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  • Lucy disse:

    Eu gostei mto de Lembra de mim?, fiquei com muita dó da Lexi por conta do que ela teve que passar. Lembro de Meninos sem Pátria da série Vaga-lume. Nossa, tem mto tempo isso! Pollyana é uma graça, leitura obrigatória na minha opinão. hehehe Pollyana moça também é legal, mas a graça é o primeiro livro. Os livros do Nicholas Sparks tem essa tendência de fazer a gente chorar, é um sofrimento só. hahaha Mas tem sua mágica. Os oturos eu não cheguei a ler, mas Tem alguém aí? está na minha lista de desejados. hehehe

    Bjos, Pan!

  • Vania disse:

    Acho que desses eu só conheço Deathly Hallows, mas vou te falar hein, valeu lágrimas por um ano inteiro. Nunca chorei tanto com um livro quanto com esse. Aliás, eu ainda lembro o primeiro livro que me fez chorar… na época que eu ainda não era uma manteiga derretida hahaha. Good times, good times…

  • Jeh Asato disse:

    Aaai flor, que lindo seu layout!!! Adorei mesmo!! Mas por quê esse é seu último post??? o.O
    Li alguns dos livros que você citou, nossa, chorei muito com Querido John! Nicholas Sparks é divino né?? Me recomendaram várias vezes Pollyanna mas ainda não tive a oportunidade de ler… =(

    Gostei da sua listinha! <3

  • Karen Alvares disse:

    Também só conheço Deathly Hallows da lista, mas poutz… consigo contar o capítulo da floresta como o que eu mais chorei (e nele inteiro) lendo em toda uma vida. 🙂

  • Melissa disse:

    Então, Deathly Hallows. Chorei demais. E é o único que li da lista.

    Pra mim, eu colocaria “Eu sou o mensageiro” do Markus Zusak, “A menina que roubava livros”, também do Zusak, “Looking for Alask” do John Green, “A Torre Negra”, do Stephen King (porque eu chorei demaaaaaaaaaaaaais) e claro, “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”.

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